MUNDO IMPERIALISTA

Posted on 10 de junho de 2009

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A necessidade de conviver coletivamente organizado é uma essência da existência contida no ser humano, mas haja vista a convivência em comunidade desde os tempos remotos, o homem ainda não encontrou o ponto certo para viver harmoniosamente em grupos, sociedades e nações constituídas; em relacionamento uns com os outros.

 

Essa situação pode ser medida em graus de periculosidade humana no nível de convivência dentro do senso comum de progresso no comportamento individual e coletivo, de acordo com a evolução do indivíduo na história e na prática da vivência social, de indivíduos para indivíduos, ou de grupos para grupos; no conjunto da humanidade. Assim nos primórdios eram pequenas comunidades que passou para sociedades mais complexas e dessas para o que hoje chamamos de comunidades das nações.

 

Atualmente o formato da organização mundial é determinado pela configuração dos países, que obedecem a princípios próprios de existência cultural e étnica dos seus povos. Mas antre os indivíduos em sociedade sempre existiu a tendência natural de liderança para que a sociedade funcione, tal como foi dimensionada ao longo do tempo. Querendo ou não o homem carrega esse princípio essencial à vida em sociedade que também é um propósito que se tornou cultural na sua prática.

 

Esse comportamento no nível das nações, no mundo, também existe no nível dos indivíduos. Mas tanto entre indivíduos como nações, convencionou-se a liderança sempre pertencer o mais rico e mais influente e normalmente essa liderança é conquistada informalmente pela imposição de poder do mais forte sobre os mais fracos. Isso no nível do indivíduo é denominado usurpação do outro e no nível das nações chamam-se imperialismo. Imperialismo é a nação mais rica tentando mandar em todo o resto. Foi assim com os Sumérios, os Persas, os Gregos, os Romanos e na modernidade com a França Napoleônica, a Inglaterra Vitoriana, e hoje os Estados Unidos. Quer dizer: o imperialismo é um modelo que se conservou na história, mesmo com todas as mudanças ocorridas na civilização, nas épocas passadas e atuais.

 

A característica básica do imperialismo consiste no mais poderoso dominar por diferentes meios os mais fracos, por mecanismos sutis, quando não há resistência ou pela força. Sempre usando o poder econômico para conquistar apoio daqueles que são importantes no sistema das nações, que se define por interesses.

 

Na atualidade esse comportamento é bem claro nas questões internacionais, quando os Estados Unidos, apoiado ou não pela ONU, tenta impor sua vontade por meio de influencias para o resto do mundo, sempre sob a ideologia da solidariedade humanitária ou da vontade de zelar pela paz mundial. Vale lembrar que a vontade de fazer o bem existe no imperialismo, porque esse se sente paternalista, mas o objetivo central dessa idéia é servir de justificativa para o primeiro; a dominação propriamente dita. No imperialismo as políticas para o bem sempre são disfarçadas de segundas intenções.  

 

Atualmente o imperialismo dos Estados Unidos se faz bem visível nas questões armamentistas, poder que os países, culturalmente, sempre tiveram necessidade de manter. Mas com o avanço da tecnologia na sofisticação dos armamentos atuais, certos equipamentos bélicos para um país médio pode representar nivelamento de poder com a nação dominante imperialista, ou mesmo representar ameaças as suas pretensões; isso é causa de atrito. A política do desarmamento é um dos principais objetivos dos Estados Unidos para prolongar sua posição no topo das nações, como qualquer outro no seu lugar o faria, com a desculpa da preocupação da paz mundial. Quem se preocupa com a paz mundial não impõe o desarmamento á ninguém estando também armado.

 

A verdadeira intenção fica clara quando se associa as decisões com as atitudes diante dos fatos. Um país imperialista pode ser comparado a um indivíduo rico que anda por ai armado exigindo que os outros se desarme e faça suas vontades. A seu favor usa o apoio dos seus amigos ou aliados, que não passam de interesseiros e o poder da propaganda para parecer ser uma boa pessoa. Esse é um comportamento humano, que nunca deu certo, praticado desde os primórdios da civilização, no entanto o homem insiste na prática dessa mentalidade anticivilizada. Na história da humanidade o imperialismo foi o principal causador de conflitos entre povos. Mas a dominação do mais forte sobre o mais fraco nunca funcionou e não funciona até hoje, porque entre os submetidos sempre há quem não aceita submissão. Em todos os sentidos o imperialismo é um mal a paz mundial.

 

Então porque o homem continua insistindo até os dias de hoje nesse comportamento ignóbil? Será que o homem voluntariamente quer mesmo ser assim, desse jeito? Digo que isso é uma evidencia de que a humanidade no que diz respeito à organização social não evoluiu tanto quanto parece, ao ponto de manter no meio do caminho do seu desenvolvimento esse obstáculo grosseiro e até então não dar sinais de removê-lo.

 

O imperialismo moderno também estar intimamente ligado ao capitalismo em que a palavra de ordem é a competição entre as pessoas e a arma principal utilizada é o poder da influência de um povo sobre outros. Mas a cultura da competição, também tratada aqui, é um enigma que leva a ambigüidade, que a muito ainda precisa ser estudada, pois competir gera conflito entre nós seres humanos, quando nós mesmos nos classificamos como consciências inteligentes, mas que ainda não controlamos verdadeiramente nossas emoções, nas quais são tomadas as decisões; no entanto caminhamos num modelo de existência que para evoluir é preciso competir. Suponho, “pensamento sujeito a variações”, talvez, que a existência dessa ambigüidade em muitas questões referente à existência humana se dar pelo fato de que ainda estamos, toda a humanidade, num momento de transição de uma transformação evolutiva rumo ao verdadeiro conhecimento, e ainda não conseguimos interpretar corretamente as engrenagens das forças invisíveis da essência das coisa que formam cada grandeza nesse mundo. Ainda habitamos encima do mistério da nossa própria existência.

 

Por enquanto o comportamento imperialista persiste e pode desencadear um conflito catastrófico, simplesmente porque um país deseja dominar os outros. Mas se sobrevivermos à transição para o conhecimento verdadeiro, que tanto buscamos, certissimamente evitaremos nossa autodestruição. Temos de conviver com isso porque evoluímos nessa direção, criamos as condições, pelas quais passamos nesse momento da história.

 

 

                                                                             “FÉ E LUTA”.     

 

 

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